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Ricardo Ribeiro

Ghost Bike (memorial>ciclista>morto)

04/07/12
Bicicleta: mobilidade ou risco à vida?

(publicado em 04/07/12) (clique nos gráficos, fotos e ilustrações p/ ampliá-los)
 
Bicicleta: mobilidade ou risco à vida?
 

É evidente, nos dias atuais temos que repensar o sistema de transporte de pessoas nos grandes centros urbanos.
Mas, será que incentivar o uso de bicicletas é a solução?
Hoje, a mídia e diversos movimentos da sociedade civil incentivam seu uso, quase sempre, sem observar as circunstâncias e as consequências. É o que podemos constatar quando muitas pessoas que defendem o uso desse meio de transporte como uma solução ecologicamente correta, sequer demonstram algum conhecimento técnico e/ou Urbanístico para argumentar sobre o tema.
Muitos “defensores” desse meio de transporte têm o estranho hábito de comparar ou usar como exemplo cidades europeias como parâmetro para implantação aqui no Brasil. Adicionalmente, omitem dados e notícias (importantes) que são divulgados em cidades que já possuem esse sistema de transporte, totalmente, implantado. Esse tipo de “incentivo cego”, além de distorcer o entendimento da população, pode representar um alto risco à vida das pessoas.
É utópico pensar que o uso da bicicleta é uma solução alternativa ao trânsito das cidades.
A Bicicleta pode ser um meio de transporte, mas nunca alternativo ao deslocamento das pessoas no espaço territorial urbano.
Vejamos o gráfico abaixo:

Como podemos observar, as cidades estão investindo em ciclovias (ciclo faixas ou ciclo rotas).

Outra informação muito importante, que aparece nos sites das Prefeituras é que esse investimento é realizado com objetivo de que a pessoas adotem a bicicleta como um transporte alternativo aos seus descolamentos nos centros urbanos, embasados principalmente, no discurso da “sustentabilidade”.

Porém, como dissemos anteriormente, a bicicleta não deve ser vista como um meio de transporte alternativo em prol do Meio Ambiente.

Caro leitor (a), o que de fato reduzirá () a poluição ambiental e facilitará a mobilidade urbana NÃO será o uso das bicicletas, e SIM o investimento no transporte coletivo de qualidade, no sistema aéreo, viário, hidroviário e ferroviário, bem como em políticas públicas (explícitas) e eficazes do ponto de vista do ordenamento do espaço urbano, inclusive a exigência de novos padrões ambientais nas indústrias automobilísticas.

O uso da bicicleta em grandes centros urbanos é um risco à vida das pessoas.
Vejam o gráfico abaixo:

Observem que, guardadas as devidas proporções em relação ao tamanho das cidades, tamanho da frota de veículos, bem como a consciência dos motoristas e ciclistas, o número de mortos é assustador.

Porém, uma informação que não consta do gráfico é a quantidade de ciclistas feridos nestas cidades. Por exemplo, em Nova York, no ano de 2010, foram 368 os ciclistas feridos. Em Londres, segundo a Agência de Transporte de Londres (Transport for London) em 2010, quase 4.000 ciclistas ficaram feridos.
Isso significa Leitor (a) que o ciclista é um elemento extremamente vulnerável no trânsito, independentemente da cidade e/ou país em que ele está pedalando.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê punições ao motorista que não respeita os ciclistas (ultrapassagem, conversão, etc). Adicionalmente, no Art. 96 do CTB, a bicicleta é classificada como veículo, e o Art. 58 estabelece claramente onde ela deve circular:

...“nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores” ...

Agora, incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte é o mesmo que oferecer uma maneira para morrer ou se ferir.

É irresponsabilidade pautar uma alternativa de transporte à população acreditando que os condutores dos demais veículos serão mais responsáveis e prudentes. Isso é muito subjetivo!

Seria apropriado que VOCÊ, adepto desse meio de transporte, bem como as autoridades do Poder Público, respondessem, criteriosamente, algumas questões básicas sobre o tema:

Portanto, antes de adotar a bicicleta como meio de transporte, peço a VOCÊ leitor (a) que reflita muito antes de tomar sua decisão.

Agora É Com Você!

Engº Ricardo Ribeiro.
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